quarta-feira, 17 de agosto de 2011

74 degraus

   Chamo-me Elisa e neste momento Tereza deve estar arrumando seus quadros e estátuas de cavalos de que tanto gosta. Toco a campainha; Tereza está surpresa por me ver. Carrego um enorme embrulho. Vi em seus olhos que ela não queria me ver naquele dia. Dou um beijo leve em seu rosto – quase em sua boca. Entrego-lhe o presente que trouxe um cavalo de cerâmica. Peço que tudo volte a ser como era antes, mas Tereza finge não me ouvir. Diz que a culpa é minha de as coisas não estarem como antes.
   Ela está perto de mim, me ponho a pensar em sua pele... A campainha toca, eu abro a porta. Saio correndo quando vejo um homem, Pedro, entrar e abraçar Tereza. Ela diz a ele que eu estou com cólicas. Os dois estão a conversar.
   O pai de Pedro era cavaleiro, mas não competia. Tereza com certeza quer saber coisas sobre ele; ela faz muitas perguntas. Sabe que se Pedro tivesse competido no ultimo ano teria ganhado, pois com Lord Jim, o cavalo de seu marido, qualquer um ganharia.
   Pedro se põe a falar de Lord Jim e agradece Tereza por tê-lo deixado montar nele. Mas ele não conhece Tereza como eu, Elisa. Eu sei que ela o está testando. O marido de Tereza, Alfredo, se acidentou gravemente, montando esse cavalo. Durante muito tempo nós ficamos o visitando no hospital.
   Tereza, provavelmente, vai quere lhe prepara uma comida. Os dois vão para a cozinha conversar. Ela revela que prefere os cães e Pedro não esconde sua paixão pelos cavalos.
   Tereza pega nos braços de Pedro, nas pernas também. Ele não gosta. Ela está entediada e vai mexer na minha bolsa que esqueci na sua casa quando saí correndo porta a fora. Pedro revela que gosta de Tereza, do jeito que um homem honesto gosta de uma mulher.
Pedro confessa que não é rico, não é fazendeiro... Mas Tereza não ouve apenas quer transar com ele. Ela o leva para o quarto e quando cai em si começa a xingá-lo. Acho que ela nunca mais vai querer homem nenhum. Ela ameaça matar os cavalos que são a paixão de Pedro; ele a agarra pelo pescoço, ela desfalece.
   A campainha toca. Sou eu, ele diz que Tereza foi ao armazém. Pedro começa a flertar comigo. Pede para que eu monte nas suas costas como num cavalo. No quarto minha amiga volta a si e nos vê naquela situação. Ela pega uma estatueta de bronze e bate várias vezes na cabeça de Pedro.
    Eu e Tereza nos deitamos no sofá, ela me contou sobre o acontecido. Nós nos amamos.
   Pedro ainda não morrera, estava no chão. Eu me levanto e o golpeio mais vezes, volto para os braços de Tereza.
   A campainha toca é Daniel que recebera um recado meu pedindo para Começa a fazer muitas perguntas para Tereza, ela se irrita e com apenas um olhar nos comunicamos. Pegamos a estátua de bronze e o golpeamos muitas vezes. Colocamos seu corpo junto com o de Pedro. Depois, no final deste dia, descobrimos que é muito fácil matar uma ou duas pessoas. Principalmente se você não tem motivo para isso.




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