Estava indo para casa, uma mulher em um carro buzinando inconstantemente encostou ao lado do meu, claro abaixei os vidros para ouvir o que lê estava dizendo. Perguntou se eu não estava conhecendo os outros, mas realmente não a conhecia, sorri, até que os carros atrás dos nossos começaram e buzinar e, assim, ela esticou o braço e me entregou um bilhete com seu nome, que era Ângela e seu telefone. Cheguei em casa, mas logo saí como sempre.
Logo no outro dia liguei, uma mulher, talvez empregada me atendeu, perguntei por Ângela, porém ela não estava. Logo perguntei se esta era estudante, a mulher me informou de que esta era artista. Mais tarde liguei, Ângela me atendeu, informei a ela quem era.
Ela morava na curva do Cantagalo, estava na porta me esperando, além de estar diferente, com uma maquiagem pesada, que a deixava com rosto de mais velha. Perguntei de que ela fazia aulas, me respondeu que era de impostação de voz. Perguntei também se era atriz, respondeu que sim, de cinema, disse que gostava muito, só havia feito um filme que ainda estava em fase de montagem, ainda falou que estava começando, que tinha apenas vinte anos. Quando estava no carro parecia ter uns vinte e cinco. Quando chagamos ao restaurante, procurei ver se tinha alguém conhecido, ninguém me conhecia. Ângela pediu um martíni, eu disse que só bebia as vezes.
Ainda respondi as duas hipóteses por ela ter me dado aquele bilhete. A primeira e que ela tivesse se interessado por mim e escreveu aquele bilhete correndo em um pedaço de papel, já que foi difícil de entender os números. A segunda hipótese é que ela fosse uma puta com a bolsa cheia de bilhetes com seu nome e telefone, e sai distribuindo para caras com carrões, cara de rico e de idiota. Mas logo ela perguntou qual a que eu escolheria, logo disse que era a segunda Dava para ver que estava preocupada, no entanto disse que eu mesmo tinha dito que o bilhete estava escrito com uma letra ilegível. Eu, lhe respondi que uma puta inteligente faria isso para enganar seus fregueses.
Ângela me perguntou se eu acreditaria se ela dissesse que a primeira hipótese é verdadeira, disse que não me interessava. Aquela situação eu e ela dentro do restaurante me aborreceu, mas depois ficou bom. Perguntou o que fazia, disse que tenho cara de industrial, logo falei que era traficante, ela somente falou que não acreditava em nenhuma palavra que eu disse. Depois desmenti, mandei-a olhar para meu rosto, falou que meu rosto parecia o de um retrato antigo, de um desconhecido, pensava o mesmo do dela.
Fomos embora, no carro disse que iria deixá-la antes da casa, expliquei que meu cunhado morava no mesmo edifício dela e que ele conhecia meu carro. Perguntou se nos veríamos, disse que era difícil. Ângela desceu do carro, foi andando, eu não podia deixar ela viva, de todas as outras pessoas era a única que tinha visto meu rosto.
Apaguei as luzes, acelerei e bati com o lado esquerdo do carro. O corpo foi um pouca para frente, ouvi o som da frágil estrutura dela se esmigalhando, mas em seguida para finalizar, passei por cima dela com a roda de trás.
Cheguei em casa, novamente minha mulher estava assistindo televisão. Perguntou se estava muito nervoso, pois havia demorado. Apenas respondi que estava e que iria dormir, porque o dia seguinte seria terrível na companhia.
que bosta, eu achei que era seria amante dele e ele ia para de matar as pessoas.
ResponderExcluirqueria ver o restante do texto ou texto todo pra saber o que acontece ele.
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